30 abril 2007

ADN Visual

Onde é q a meh arranja estas coisas?!


quando der a volta

Qdo um dia me cansar do q faço agora, quero ser turista de profissão!

Quero um mapa todo pintado. Quero cheiros novos, novas imagens, novos sons.

Quero ideias novas e novas formas de pensar as ideias!




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25 abril 2007

vícios

Na fase da minha existência em q passava noites a tentar bater o meu próprio recorde no "campo minado", uma amiga explicou-me q alimentamos alguns comportamentos sem sentido para nos reconfortarmos. São uma espécie de safety blanket.

Ela, pq é psicóloga, chamou-lhes comportamentos anti-fóbicos. Eu podia-lhes chamar a minha terapia anti-martelo. Isto pq, no fundo, no fundo, reconheço q não é lá muito bem aceite q uma pessoa comece à martelada qdo a sua resitência à frustração enfraquece. Sabia bem poder descarregar assim a fúria, mal ela aperta, mas há q treinar a calma.

Como a fase das bombinhas já foi há muitos anos, estava mais na disposição de encontrar um sítio perto e com condições para praticar yoga. Sempre é mais zen e não estraga a vista.

30 março 2007

a profecia

Malditos provérbios!

Voltei a ficar pendurada. Volto a não saber datas de aniversários, reuniões, compromissos, viagens, feriados, férias autorizadas e por autorizar e tudo o q não tenho a capacidade de memorizar ou posso sincronizar com o bendito computador...

Consola-me apenas saber q não tenho um martelo aqui à mão. Senão, asseguro q a PDA já não tinha nem mais uma hipótese se me voltar a fazer uma gracinha destas. E ainda podia ser q sob a ameaça da martelada, a estúpida da maquineta tivesse o bom-senso de explicar q fanico q lhe deu outra vez.

Se acredito q tudo o q fazemos a nós retorna, vou ver se faço uma introspecção e percebo o q raio ando a fazer de mal. Espero não ter q fazer uma lista como a personagem do My name is Earl.

Não queria voltar à era do papel, mas parece q não vou ter remédio. Entretanto, vou ver se arranjo um chá de camomila para me apaziguar os ânimos. Desta vez não consigo arranjar consolo. Só me apetece mesmo partir aquela...


19 março 2007

os velhos verdes



Em castelhano existe a expressão "viejo verde". À letra, traduz-se facilmente. Pragmaticamente, usa-se para insultar aquelas homens tontos q já deviam ter idade e juízo em vez de andarem a fazer tristes figuras com invectivas badalhocas a adolescentes e menos adolescentes.

Haverá expressão idiomática semelhante em português, q deixe o visado igualmente ofendido?

Se existe, não estou em crer q seja de uso corrente ou frequente. Das duas uma: ou em Portugal não há "viejos verdes", ou nos sobeja o pudor de ripostar um insulto.

É um tema a explorar.

09 março 2007

a inflamação q nos une



Continuo sem entender a origem da nossa invejite nacional.

Invejite, tal com a palavra decomposta sugere, seria a inflamação mais aguda assinalável no invejómetro, um aparelhinho q temos enfiado algures entre a nossa reconhecida hospitalidade e a inegável frustração do q podíamos ainda ser e já não somos se não fosse toda uma série de páginas negras q a História nos foi escrevendo.

Não sei a qdo remonta a nossa invejite. Acredito q não seja genética. Conheço algumas pessoas q não a manifestam. Não sei se por coincidência, ou não, os menos atreitos a esta inflamação vivem ou já viveram fora deste país. Sem dados q provem o q digo, tem-me parecido, inclusive, q qto mais pequeno o mundo em q se vive, maior o invejómetro instalado. E por mundo pequeno, refiro-me ao mundo interior, q não restem dúvidas.

Acredito q a nossa típica resposta "Mais ou menos" à sempre amável pergunta "Então, senhor(a) fulano(a), como está?" nada mais é do q um sintoma da omnipresente invejite. Se a resposta fosse um sincero, sorridente "Muito bem, sim senhor(a), a vida tem-me corrido de feição e sou uma pessoa verdadeiramente bafejada pela sorte!", seria um ai-deus-nos-acuda! Mas como raio é q uma criatura pode estar honestamente de bem com a vida e driblar esta cepa-torta em q estamos todos e andar assim tão "muito bem, obrigado(a)"?

Aqui começa o invejómetro a aquecer. Falha, de entrada, o discernimento de admirar alguém pelo q conseguiu alcançar. Falha a empatia de se ficar contente com o sucesso do outro, alegre com a alegria do outro. Falha, depois, a humildade de abrir o coração à possibilidade de aproveitar o facto de já alguém ter alcançado esse topo desejado e de se poder até poupar algum esforço se se lhe pedisse conselho e orientação.

Ora, em vez disso, o q vem? Despeito, "Q raio?! Pq se gaba tanto?!", afinal a manifestação de satisfação com a vida por parte de outra pessoa só pode ser um ataque directo e pessoal ao nosso fracasso...

Por esta altura, já o invejómetro está ao rubro. Despeitados, cientes do nosso próprio fracasso e agrilhoados a ele, deixamos a inveja inflamar e projectamos no outro a frustração q construímos para nós próprios ao longo dos tempos. Pq não nos sentimos bem com o q somos, com o q conquistámos, com o concretizámos, vemos à nossa frente nada mais do q o nosso próprio dedo acusador. E, infelizmente, projectamo-lo no infeliz q teve a ousadia de se manifestar feliz nas nossa barbas.

Como consciente, ou insconscientemente, nos fomos dando conta de q temos uma invejite nacional crónica, chegámos à conclusão q o melhor era mesmo passar o mais desapercebidos possível. Pq a verdade é q a invejite nos causa medo. Medo de rir, medo de nos divertirmos, de nos mostrarmos contentes. Aliás, demasiado contentes. Por isso achamos q tantos outros povos são mais alegres do q nós. Por cá, há um q.b. q não convém ultrapassar. Por isso achamos os espanhóis uns espalhafatosos. Pq raio riem e falam tão alto? Já os brasileiros, coitadinhos, andam contentes e não têm grande coisa com q se alegrar (aqui defendemo-nos com um sentimentozinho paternalista q enjoaria Freud).

Em última análise, a invejite causa-nos medo de nos dizermos felizes, logo, de nos sentirmos felizes. Pq acredito q, tal como aquilo q comemos serve para contruir as nossas células, tb. aquilo q pensamos, alimenta o nosso espírito. Supondo, claro, q para além da energia material das mitocôndrias, há tb. uma qualquer energia metafísica em nós. Importa, por isso, alimentá-las de vitamina "A-C": Auto-Confiança!

E lá vem o ditado: junta-te aos bons, serás como eles; junta-te aos maus, serás pior q eles. Então, não serão melhores os laços com o pessoal do astral em cima?!

(mais uma vez reflicto sobre o facto de se algo nos incomoda nos outros, provavelmente é pq existe em nós)

06 março 2007

para espreitar

Cá está outra palavra de q gosto: espreitar. É a sonoridade q me espevita. São as reminiscências da infância q contém.

Curiosamente, dos seus sinónimos não gosto. Já se habilitam a castigo ou reprimenda.

Enviaram-me este site com fotos q espreitam e q apetece espreitar.

Sem bairrismos.

05 março 2007

à escolha do freguês




Uma boa sugestão da meh!


Ficam as versões favoritas.





arroz de pato e bolos de arroz

Gosto de arroz de pato!

Um dia destes, uma colega deu-me a bela da receita, supostamente simplificada, q me levou uma tarde inteira de Domingo na cozinha. Valeu a pena, disse eu e disseram os convivas q lamberam os beiços. (Pudera!... Tinha-os ameaçado com uma surra se ousassem apontar 1 dedo q fosse ao rai's parta do arroz. Não sei se teria tido força para levar a cabo a ameaça depois daquela trabalheira toda, mas parece q funcionou.)

Não pus queijo por cima, como se faz em tanto restaurante.

Não tenho nada contra o queijo em geral. Só não acho q ligue bem com arroz de pato. Aliás, resolvi fazer um google-images com "arroz de pato" pra ver até q ponto vai a minha esquisitisse e nenhum prato tinha queijo derretido por cima. Terá a receita tradicional sido, em tempos, digo eu, sem, não? Esta moda do queijo em tudo é recente, verdade?

Ainda no Sábado, num restaurante de referência cá do sítio, lá estava o bendito queijo gratinado, q tanto trabalho me deu a separar do meu arrozinho.

Imagino q para muitos este tenha sido um acto depreciador tão estúpido como para mim seria deitar fora o açúcar q cobre o bolo de arroz...

Serão gostos!...

03 março 2007

cara de melão


Desta vez, não foi ir de férias e ter simplesmente feito o imperdoável: esquecer de carregar a bendita PDA.

Desta vez, nem foi andar de calças na mão durante umas horas sofridas por causa da falta da pilinha-adaptadora q liga o carregador à PDA e encontrar no último minuto a única alma do sítio com um carregador igual.

Desta vez foi mesmo um ter-a-bateria-cheia e uma noite depois já-não-ter-bateria-nenhuma, inexplicável e inexoravelmente.

Sei q perdi TUDO. Tudo o q não sincronizei com o computador e q não posso gravar no cartão de memória. É cá uma sensação esquisita!... Acho q ainda não dei bem conta do q é "tudo". Daí esta sensação anestesiada tão maior q da 1ª vez.

Preocupam-me 3 coisas:

1 - o q fazer a esta cara de melão.

2 - não saber o q aconteceu ao bicharoco para evitar q se repita.

3 - o sinistro ditado "não há duas sem três".

28 fevereiro 2007

manual anti-chantagem


«A todo o momento, a nossa vida está indissoluvelmente unida a outras vidas, sobretudo na infância, e há aqueles que recebem como legado a orfandade de afecto, de serenidade, de amor, de segurança, de indicações para se autogovernarem em liberdade.

Temos de educar os nossos jovens e já desde a sua mais tenra infância há que ensiná-los a viver em sociedade. Por essa via, hão-de ver, captar e sentir afecto, sendo necessário transmitir-lhes valores. Julgamos essencial formar na empatia, ensinando-os a pôr-se no lugar do outro, no que sente, no que pensa. A empatia é o grande antídoto da violência, basta ver o menor índice de agressividade das mulheres e relacioná-lo com a aprendizagem que recebem como raparigas. Precisamos de motivar os nossos filhos sem o estímulo oco da insaciabilidade.

Educá-los nos seus deveres e direitos, na tolerância, pondo de lado o lema "deixar fazer", mas marcando regras, exercendo controlo e, ocasionalmente, dizendo "Não".

Instaurar um modelo ético, utilizando o raciocínio, a capacidade crítica e a explicação das consequências que a própria conduta pode ter para os outros. Aumentar a sua capacidade de diferir as gratificações, tolerar frustrações, controlar os impulsos e relacionar-se com os outros. Também devemos fomentar a reflexão como contrapeso da acção, a busca da perspectiva correcta e o desejo de integração social.»

mais páginas do livro aqui.

Dito assim, parece tão simples, não é? Então pq é q tem q ser tão complicado?

Estaremos a querer fazer o telhado sem verificar a solidez dos alicerces? Não teremos q começar primeiro por recordar aos adultos como «viver em sociedade», como «pôr-se no lugar do outro», como apreciar a vida «sem o estímulo oco da insaciabilidade», como «tolerar frustrações» e ouvir «ocasionalmente» "não"?...

Como se ensina o q ainda não se aprendeu?

Como se mostra a uma criança como «ver, captar e sentir afecto», qdo são os próprios "crescidos" os primeiros a preencher esse vazio interior com coisas e mais coisas e marcas e símbolos e... coisas... e...?

24 fevereiro 2007

tenho andado a perder tempo...

You Are a Visual Learner

You tend to remember what you see, and you have a good eye for aesthetics.
You excel at art, design, and computer programming.
You would be an excellent film director - or the next Bill Gates!

23 fevereiro 2007

lol


Cá para mim, apanharam-me à má-fé num momento de distracção.
A performance da criatura vê-se aqui.

já percebi!...

Afinal, há razões para esta pergunta desde sempre me incomodar...

«A maior parte dos empregadores faz uma pergunta que é PROIBIDA por lei: "Está ou pensa vir a estar grávida nos próximos tempos?"»

O resto pode ler-se aqui.

22 fevereiro 2007

as hormonas de Quino

Às vezes gostava de ter esta genialidade: o dom de me conseguir explicar com simplicidade.

(MAMÁ, SIENTO ALGO, NO SÉ MUY BIEN DÓNDE, NO SÉ QUÉ ES. ?QUÉ ES?)

até q enfim!


Já andava preocupada, q a não encontrava.
Infelizmente, o tempo não melhorou...
Continuo preocupada.

14 fevereiro 2007

quando admiramos, imitamos

As crianças vêem, as crianças repetem.

Deu-me q pensar...

07 fevereiro 2007

é hipocrisia ou bom senso?

Qdo o nosso avô, por afinidade q seja, nos oferece um serviço de jantar completo - pratos de todos os tamanhos, chávenas idem-idem, travessas, terrina e tudo e tudo - daquela porcelana muito clássica, com todos os tons azuis e amarelos e desenhos e recortes e... e... e... q cá bem no nosso íntimo pensamos "q horrível", mas q lhe custou uma pipa-e-meia da pensão de reforma...

Q resposta dariam à pergunta da avó:

"-Gostaram? É muito bonito, não é?"

(glup)

Como mentir me mexe com o pirolito, a única coisa q me saiu foi um sorriso rasgado com as palavras:

"-É um serviço clássico!".

Recebi em troca um sorriso de satisfação! Eu não disse q tínhamos gostado... Tento enganar-me dizendo-me q pratiquei a arte da sensatez. Mas a minha consiência não ficou em paz... Será o castigo?...


06 fevereiro 2007

e desvantagens de ser pendura

Eu não digo?? Com outras 2 travadelas a fundo como estas, salta-me cá pra fora o jantar... e o resto da coragem...

Ufa!...


vantagens de ser pendura


Esta semana não conduzo.

Tirando os momentos em q temo pela vida num qualquer táxi, aproveito para pôr o Tico-Teco a olhar lá para fora. Coisa rara, q a conduzir não dá...

São muitas coisas ao mesmo tempo. Não há capacidade de processamento!...

Q sorte poder olhar o mundo!...