27 agosto 2007

a telha



Acabaram-se as férias.

O resto das palavras q tinha para dizer acerca do assunto têm todas maus fígados.

31 julho 2007

q salgalhada!

Desde q me lembro de mim como pessoa, q as palavras q ouço e vejo têm cores.

Não é uma coisa chata, pelo contrário. Ajuda a memorizar os nomes das pessoas, por exemplo. Às vezes faço confusão pq me pode acontecer q um tal fulano tenha um nome às riscas amarelas-vermelhas e eu ando à voltas até me lembrar q é Amândio e não Francisco...

Esta semana descobri q, afinal, não fui a única a ficar despontada quando percebi q as outras pessoas todas não têm esta maneira de ver as letras. Para mim foi evidente durante muito tempo q toda a gente fazia esta associação. Afinal não. Parece q somos umas aves raras...

Há quem diga q somos 1% da população q fazemos esta esquisitice. Outros apontam para 1 em cada 25.000 pessoas. E esta tribo tem um nome e tudo!... E uma definição quase ininteligível!... Chama-se sinestesia e é a experiência física involuntária de uma associação cruzada.

Trocando por miúdos (q é uma palavras vermelha-preta): é a capacidade de saborear as formas ou de cheirar os sons ou de ver as cores das palavras ou dos números ou de descrever o formato de uma voz ou de outras estranhas misturas de sensações.

Para mim, o meu nome, por exemplo, é às riscas amarelas, pretas e vermelhas. "miau com pintas", curiosamente, também.


Aqui neste estudo foi onde eu fiquei a saber destas coisas. Também neste site estão os relatos com q me identifiquei.



17 julho 2007

eureka

(ilustração Alex Pelayo)


Cá está a prova de q uma boa ideia não precisa de ser brilhante!



Porquê? Por isto!




06 julho 2007

e tb. wo-hoo

Blur - Song 2

Ah-uuu

The Breeders - CannonBall

quente





Mais umas semanas e passamos directamente à época da nortada, sem um único grão de areia nos bancos do carro! Está mal!...

Baralhar assim o tico-teco não é bonito! Ora abro a persiana e já está um sol maluco, ora fico com um sorriso amarelo a olhar para a chuvinha & nevoeiro lá fora. Parece Outono!...

E continuar mais branca q um reflector da estrada tb. não é bonito! Bem sei q o sol faz mal, mas eu já tenho um protector factor 30! E um factor 2 "Bronze" pra pôr por cima... Psicologicamente, fico logo mais morena! Só é chato qdo calha de sentar o rabo assim besuntado na areia em vez de acertar na toalha. Fico q nem um rissol pronto a fritar: descorado e panado!

Até já disso tenho saudades! Falta muito para chegar o Verão?!

04 julho 2007

independência




(ilustração:Alberto Montt)


O blog ganhou vida própria. Decidiu tornar-se independente. Resolveu mudar de língua sem dar cavaco a ninguém. Agora cumprimenta-me em holandês.

Já consigo reconhecer umas palavras, mas acho q ainda não dá pra arranjar umas túlipas nos saldos. Nem q leve as socas.

Rai's parta este filho primogénito. Não podia ser antes pródigo? É q não há maneira de o convencer a voltar a casa...

29 junho 2007

3 é um n.º divino

Pixies - Debaser

Estava a faltar!!! Bendito YouTube!

mais replay non-stop

Green Day - Boulevard of Broken Dreams

28 junho 2007

replay até à exaustão


­™[LINKIN PARK-Numb]™


É q não me consigo cansar!...

26 junho 2007

restabelecer a ordem


Nada como umas vinhetas do brilhante Quino para repor o humor.


Mais Quino aqui.

estava a faltar


Chega de preguiça!

Resolvi acabar com o vegestismo. O sofá começava a ter bossas em vez de almofadas.

Resolvi renovar a inscrição no ginásio!


Desta feita, vou dar uma hipótese ao tai-chi.

A falta de óleo chegou a tal estado, q nesta 1ª aula se ouviam os meus músculos a chi-ar . Imagino q seja daí q vem o nome da arte. (fraquiiiinha, esta piada!...)

19 junho 2007

já não basta?



(foto Chris Buck)

Chega a esta altura do ano e os riscos no calendário a assinalar os dias q faltam para as férias parecem nunca mais acabar. Ufa!...

Em vez da luz ao fundo do túnel, parece q o túnel ameaça parir um comboio q nos atropela cada vez q o despertador toca todas as manhãs. Bom, espero q o botão do snooze se aguente até ao fim da temporada.

Tb. me tem parecido q anda tudo num estado de exaustão já a roçar o limiar do suportável, coisa q há uns anos só começava a despontar lá para meados de Julho. Isto agora, nem à época da sardinha se chega relaxado!...

Ainda por cima, a Meteorologia não ajuda. Em anos idos, já o edredão tinha sido dobrado para trás (bom, pelo menos o da outra metade da cama, q o do meu lado aguenta bem até aos 32ºC).

Por enquanto, vou continuar com as cobertas bem puxadas para cima, só com os olhitos de fora. A ver se o Cronos manda um chuto ao S. Pedro e o tempo do sol avança de vez! :o)

07 junho 2007

a mordaça



(Bilder von Trio Elastico)


A conversa oca pode ser mais confortável q o silêncio. Mas, até onde vai o limite? Onde é q fica a fronteira do tolerável? Como se consegue impôr o silêncio qdo se precisa dele ou suportá-lo qdo incomoda?

E quão caro se paga por se abusar desses limites? Para se provar o quê? A quem?

Tenho ideia de ter sido no Pulp Fiction q alguém referiu o quão bom era podermos estar confortavelmente em silêncio com alguém. Q verdade tão melodiosa! Percebo q, para uns, só com os mais íntimos a ausência de verborreia seja tolerável. Para outros, até no conforto do familiar, a conversa inútil é um contínuo.

O q é q há na quietude q nos inquieta? Porque é q o exercício do silêncio pode ser tão complicado? Q ruído surdo emite q nos perturba tanto?

Será pq nos entope o tempo e nos evita o aborrecimento de ter q reflectir? Ou serve para preencher os vazios q transportamos e ainda não detectámos?

06 junho 2007

autodidactismo

Há pouco mais de 3 anos, percebi q não sabia abraçar. E tb. percebi o qto essa troca faz falta.

Decidi aprender a abraçar, como quem aprende a ler e escrever: com treino.

Passados uns 2 anos de exercíos práticos, fiz a catarse dos porquês.

Às vezes, ainda é um gesto difícil, mas estou cada dia mais destra.

O texto q copio não vinha assinado, por isso não sei quem se deu ao trabalho de investigar e resumir o tema, mas sintetizou a aprendizagem q tenho feito.


" Já se comprovou que todos necessitamos de contacto físico para nos sentirmos bem, e uma das formas mais importantes de contacto físico é o abraço.

Quando nos tocamos e nos abraçamos, levamos vida aos nossos sentidos e reafirmamos a confiança nos nossos próprios sentimentos. Algumas vezes não encontramos as palavras adequadas para expressar o que sentimos; o abraço é a melhor maneira.

Há vezes que não nos atrevemos a dizer o que sentimos, seja por timidez ou porque os sentimentos nos avassalam; nesses casos pode-se contar com o idioma dos abraços.

Os abraços, além de nos fazerem sentir bem, empregam-se para aliviar a dor, a depressão e a ansiedade. Provocam alterações fisiológicas positivas em quem toca e em quem é tocado.
Aumenta a vontade de viver aos enfermos. É importante saber que os abraços são necessários para o desenvolvimento, manter-se são e para crescer como pessoa."


31 maio 2007

tudo ao contrário

Das duas, três:

- ou os gauleses se enganaram e os romanos não são assim tão loucos;

- ou os tais romanos emigraram no Mayflower e estão na génese da comunidade de gente doida q habita parte do continente do lado de lá do Atlântico...

Se não fosse pela lei da privacidade dos dados e por ocupar mais o meu pirolito com aquela mentalidade básica, escrevia um relato de viagens com os pontos dos is todos bem desenhados.

O q se aproveita? O jet lag! O sono não chega, eu não vou estar q nem frango no espeto, às voltas na cama...


16 maio 2007

oscilações





Alguém tem um pára-choques a mais q possa dispensar?

Costumo pensar q o ser humano é muito previsível. Essa impressão já a tinha antes de ter lido A Fórmula de Deus, um dos últimos romances daquela criatura q ao ler os telejornais arregala tanto os olhos como se aquilo fosse um conto de fadas para crianças. (onde é q foi parar a suposta neutralidade jornalística q na escola identificávamos através da ausência de advérbios e interjeições nas notícias de um qualquer jornal?! - fim do aparte)

Reconheço hoje q a capacidade de antecipação das reacções humanas, essa, pelo menos essa, não está nada de boa saúde por estes lados. Mas tb. esse reconhecimento só augura melhores dias! Afinal, q boa oportunidade esta de voltar a acordar o espírito! É q com a luminosidade q hoje esteve, sem óculos-de-sol era impossível ter a pestana aberta...

Ainda assim, o meu ego mais orgulhoso manda-me dizer q foi por isso q não consegui antever o chorrilho de disparates q uma tal cavalgadura resolveu hoje despejar em cima de mim, sem q me pudesse desviar. Manda-me mesmo perguntar se em casa de ferreiro, o espeto não é mesmo de pau e não terei eu estado perante um distúrbio mental mais complicado...

Nada q uma noite de sono não apague da memória.

13 maio 2007

à força

(foto jonathan kanto)

Na adolescência, a única coisa q gostava de fazer na cozinha, enquanto acabava o almoço q a minha mãe deixava adiantado para podermos engoli-lo em 10 minutos, era de fingir ser a Lurdes Modesto do meu próprio programa de televisão.

Entretinha-me a explicar ao meu amável público - q obviamente me seguia atentamente do outro lado das câmaras - a mestria de acender o lume ao tacho do arroz, como esperar pacientemente q fervesse, pô-lo no mínimo e, finalmente, desligá-lo. Ousei mesmo iniciar os meus telespectadores na difícil tarefa de descascar alhos para temperar bifes e distribuir equitativamente pela chicha os pedaços de louro e as pedrinhas de sal. A arte de pôr a mesa era menos abordada, mas lá tinha os seus dias bons.

Às vezes, distraía-me com a palhaçada e atrasava-me com o andamento do serviço. Era então q punha em acção um qualquer plano de emergência e despachava o serviço à bruta, sem mais conversas, para não ter q ouvir os meus pais qdo chegassem a casa a barafustar acerca da minha irresponsabilidade e do quão mais veloz teria q ser a mastigação desse almoço.

As minhas emissões de culinária acabaram no dia em q o meu fiel público, depois de uma demorada distracção, não entendeu o quão brilhante podia ser o meu plano de emergência para acabar de cozer batatas na panela de pressão. Afinal, a sugestão de abrir a panela à força de murro, enquanto o vapor ainda fervia dentro, não tinha sido assim tão bem recebida.

Mais complicado ainda, foi explicar aos meus pais q, em vez de engolirem o almoço, nesse dia teriam q passar os seus 10 minutos a ajudar-me no curativo da queimadura de 2º grau q fiz nas costas da mão direita.

11 maio 2007

o incansável



Tenho saudades do persistente Pepe Le Pew... A pobre bichana deve ter resolvido tirar umas férias... Tb. não me importava!...

A ele não o imagino sequer a trabalhar entre pulos, qto mais a tirar férias!

a arte da paciência



Sempre admirei as pessoas pacientes, apesar de me impacientarem com o seu sossego de espírito, q por mais q tente, nunca eu consigo alcançar.

Com a minha fraca memória, retive neste filme uma ideia posta em frase, q já não recordo fielmente, mas q seria qualquer coisa como: "a não-violência demora mais tempo a trazer-nos o q queremos, mas não nos malogra as expectativas".

Por isso é q a perseverança é uma arte cada vez menos em voga. Já não há tempo a perder, nem tempo para esperar. Tudo tem q ser imediato. Tudo tem q ser instantâneo. Desde o chocolate em pó para o leite até às amizades.

Tudo tem q ser em tempo-real, ainda q esta presumida realidade soe cada vez mais artificial.