a telha


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miau com pintas
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Desde q me lembro de mim como pessoa, q as palavras q ouço e vejo têm cores.
Não é uma coisa chata, pelo contrário. Ajuda a memorizar os nomes das pessoas, por exemplo. Às vezes faço confusão pq me pode acontecer q um tal fulano tenha um nome às riscas amarelas-vermelhas e eu ando à voltas até me lembrar q é Amândio e não Francisco...
Esta semana descobri q, afinal, não fui a única a ficar despontada quando percebi q as outras pessoas todas não têm esta maneira de ver as letras. Para mim foi evidente durante muito tempo q toda a gente fazia esta associação. Afinal não. Parece q somos umas aves raras...
Há quem diga q somos 1% da população q fazemos esta esquisitice. Outros apontam para 1 em cada 25.000 pessoas. E esta tribo tem um nome e tudo!... E uma definição quase ininteligível!... Chama-se sinestesia e é a experiência física involuntária de uma associação cruzada.
Trocando por miúdos (q é uma palavras vermelha-preta): é a capacidade de saborear as formas ou de cheirar os sons ou de ver as cores das palavras ou dos números ou de descrever o formato de uma voz ou de outras estranhas misturas de sensações.
Para mim, o meu nome, por exemplo, é às riscas amarelas, pretas e vermelhas. "miau com pintas", curiosamente, também.
Aqui neste estudo foi onde eu fiquei a saber destas coisas. Também neste site estão os relatos com q me identifiquei.

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miau com pintas
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(ilustração Alex Pelayo)
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Pixies - Debaser
Estava a faltar!!! Bendito YouTube!
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Green Day - Boulevard of Broken Dreams
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™[LINKIN PARK-Numb]™
É q não me consigo cansar!...
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miau com pintas
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A conversa oca pode ser mais confortável q o silêncio. Mas, até onde vai o limite? Onde é q fica a fronteira do tolerável? Como se consegue impôr o silêncio qdo se precisa dele ou suportá-lo qdo incomoda?
E quão caro se paga por se abusar desses limites? Para se provar o quê? A quem?
Tenho ideia de ter sido no Pulp Fiction q alguém referiu o quão bom era podermos estar confortavelmente em silêncio com alguém. Q verdade tão melodiosa! Percebo q, para uns, só com os mais íntimos a ausência de verborreia seja tolerável. Para outros, até no conforto do familiar, a conversa inútil é um contínuo.
O q é q há na quietude q nos inquieta? Porque é q o exercício do silêncio pode ser tão complicado? Q ruído surdo emite q nos perturba tanto?
Será pq nos entope o tempo e nos evita o aborrecimento de ter q reflectir? Ou serve para preencher os vazios q transportamos e ainda não detectámos?
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miau com pintas
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Há pouco mais de 3 anos, percebi q não sabia abraçar. E tb. percebi o qto essa troca faz falta.
Decidi aprender a abraçar, como quem aprende a ler e escrever: com treino.
Passados uns 2 anos de exercíos práticos, fiz a catarse dos porquês.
Às vezes, ainda é um gesto difícil, mas estou cada dia mais destra.
O texto q copio não vinha assinado, por isso não sei quem se deu ao trabalho de investigar e resumir o tema, mas sintetizou a aprendizagem q tenho feito.
" Já se comprovou que todos necessitamos de contacto físico para nos sentirmos bem, e uma das formas mais importantes de contacto físico é o abraço.
Quando nos tocamos e nos abraçamos, levamos vida aos nossos sentidos e reafirmamos a confiança nos nossos próprios sentimentos. Algumas vezes não encontramos as palavras adequadas para expressar o que sentimos; o abraço é a melhor maneira.
Há vezes que não nos atrevemos a dizer o que sentimos, seja por timidez ou porque os sentimentos nos avassalam; nesses casos pode-se contar com o idioma dos abraços.
Os abraços, além de nos fazerem sentir bem, empregam-se para aliviar a dor, a depressão e a ansiedade. Provocam alterações fisiológicas positivas em quem toca e em quem é tocado.
Aumenta a vontade de viver aos enfermos. É importante saber que os abraços são necessários para o desenvolvimento, manter-se são e para crescer como pessoa."
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(foto jonathan kanto) Na adolescência, a única coisa q gostava de fazer na cozinha, enquanto acabava o almoço q a minha mãe deixava adiantado para podermos engoli-lo em 10 minutos, era de fingir ser a Lurdes Modesto do meu próprio programa de televisão.
Entretinha-me a explicar ao meu amável público - q obviamente me seguia atentamente do outro lado das câmaras - a mestria de acender o lume ao tacho do arroz, como esperar pacientemente q fervesse, pô-lo no mínimo e, finalmente, desligá-lo. Ousei mesmo iniciar os meus telespectadores na difícil tarefa de descascar alhos para temperar bifes e distribuir equitativamente pela chicha os pedaços de louro e as pedrinhas de sal. A arte de pôr a mesa era menos abordada, mas lá tinha os seus dias bons.
Às vezes, distraía-me com a palhaçada e atrasava-me com o andamento do serviço. Era então q punha em acção um qualquer plano de emergência e despachava o serviço à bruta, sem mais conversas, para não ter q ouvir os meus pais qdo chegassem a casa a barafustar acerca da minha irresponsabilidade e do quão mais veloz teria q ser a mastigação desse almoço.
As minhas emissões de culinária acabaram no dia em q o meu fiel público, depois de uma demorada distracção, não entendeu o quão brilhante podia ser o meu plano de emergência para acabar de cozer batatas na panela de pressão. Afinal, a sugestão de abrir a panela à força de murro, enquanto o vapor ainda fervia dentro, não tinha sido assim tão bem recebida.
Mais complicado ainda, foi explicar aos meus pais q, em vez de engolirem o almoço, nesse dia teriam q passar os seus 10 minutos a ajudar-me no curativo da queimadura de 2º grau q fiz nas costas da mão direita.
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Tenho saudades do persistente Pepe Le Pew... A pobre bichana deve ter resolvido tirar umas férias... Tb. não me importava!...
A ele não o imagino sequer a trabalhar entre pulos, qto mais a tirar férias!
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miau com pintas
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Sempre admirei as pessoas pacientes, apesar de me impacientarem com o seu sossego de espírito, q por mais q tente, nunca eu consigo alcançar.
Com a minha fraca memória, retive neste filme uma ideia posta em frase, q já não recordo fielmente, mas q seria qualquer coisa como: "a não-violência demora mais tempo a trazer-nos o q queremos, mas não nos malogra as expectativas".
Por isso é q a perseverança é uma arte cada vez menos em voga. Já não há tempo a perder, nem tempo para esperar. Tudo tem q ser imediato. Tudo tem q ser instantâneo. Desde o chocolate em pó para o leite até às amizades.
Tudo tem q ser em tempo-real, ainda q esta presumida realidade soe cada vez mais artificial.
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miau com pintas
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blog onde frequentemente a preguiça se instala e o ronronar inconsequente pode não passar disso mesmo